26/06/2015

Setor de saúde mantém ritmo das empresas especializadas em logística.

26/06/2015 - DCI
A área de saúde mantém ritmo de crescimento e ajuda as empresas especializadas em logística. O mercado de produtos farmacêuticos no Brasil movimenta R$ 70 bilhões. No mundo, o setor dobrou de tamanho na última década, totalizando US$ 1 trilhão.
O peso do setor chama a atenção. O faturamento do mercado pelo canal farmácia no Brasil saltou de R$ 28,7 bilhões em 2010 para R$ 41,8 bilhões em 2014, um aumento de 45,6% no período. Somente no ano passado, as farmacêuticas registraram crescimento de 11,4% sobre os R$ 37,5 bilhões faturados em 2013, segundo dados da IMS Health.
Quem surfa nessa onda de expansão são as empresas que prestam serviços de supplay chain (armazenagem e distribuição), que têm comemorado a manutenção — e por vezes o crescimento — dos contratos na área. Desta maneira, elas sobrevivem à queda de entregas em setores como indústria automotiva, eletroeletrônicos, varejo e tecnologia, que têm desacelerado por conta da economia enfraquecida.
“A cadeira de produtos voltados para a saúde é a última a sentir o impacto em tempos de crise”, destacou o diretor da DHL para o segmento, Marcos Cerqueira. A companhia, aliás, estima movimentar anualmente perto de 70 milhões de caixas de medicamentos.
A infraestrutura da bandeira envolve 72 mil metros quadrados de área dedicada e cinco Centros de Distribuição em Osasco (SP), Barueri (SP), Louveira (SP), Anápolis (GO) e também Araucária (PR). Entre os principais serviços destacam-se armazenagem, transporte, distribuição, gestão da cadeia de suprimentos e logística reversa para clientes de diversos setores.
No caso da área de saúde, os armazéns têm temperatura controlada e exper tise no atendimento à cadeia fria. “O atendimento é voltado para indústrias, farmácias, grandes distribuidores, hospitais e entrega domiciliar”. A frota da companhia é composta por cerca de 600 veículos e dos modais utilizados, 60% são rodoviário e 40%, aéreo.
A previsão da empresa este ano é manter os investimentos no Brasil para o ramo de saúde.
Entre 2013 e 2014, a DHL Supply Chain – como é conhecida a divisão – estima ter investido, aproximadamente, R$ 20 milhões na modernização do gerenciamento dos armazéns para torná-lo ainda mais ágil operacionalmente e transparente em todo o processo logístico.
Para 2016, o executivo destacou que a empresa vai se preparar para atualizar o sistema de informatização para atender às novas exigências da Anvisa, em termos de rastreabilidade de medicamentos.
“Vamos voltar a atenção para soluções tecnológicas e para a manutenção dos espaços dedicados ao setor de saúde”, disse.
Hoje, o ramo representa 20% do market share da companhia, sendo que o Brasil sai na frente nos negócios da companhia na América Latina, ao deter 70% da movimentação na região. A DHL faz parte do grupo Deutsche Post DHL, que gerou receita de mais de 56 bilhões de euros em 2014.
Conforme a executiva da DHL Fernanda Teles, atualmente, a empresa conta com cerca de 800 colaboradores dedicados especificamente ao setor de saúde. “São equipes voltadas à implementação de operações logísticas, que estão sempre em busca de eficiência para a cadeia e agregando valor aos clientes”, informou.
Marca alagoana Quem também aposta no segmento de saúde para incrementar a operação é a alagoana ETP TransLog, que pretende crescer 25% em 2015.
“Apesar de ser mais caro preparar um caminhão para transportar medicamento, é um setor que não possui grandes oscilações na demanda, mesmo com a economia ruim”, disse o diretor geral da empresa, César Cabral Freitas.
O executivo explicou que a empresa possui hoje 28 caminhões, sendo seis preparados com condições climáticas adequadas e suporte para medicamentos.
“Ainda pretendemos comprar seis caminhões para transporte de medicamentos este ano, e outros seis em 2016”, revelou o executivo.
O motivo do investimento se apoia na crescente demanda de remédios na região Norte e Nordeste. “Temos grandes hospitais sendo abertos. Os governos estaduais e federal também aumentaram a chegada de medicamentos em regiões mais distante”, apontou.
Exemplo do bom momento foi a celebração de um contrato, no último mês, com uma rede de hospitais espanhola que chegará ao Brasil em agosto.
“Não posso revelar o nome da empresa, por questões contratuais, mas ela vem para ficar entre os grandes hospitais particulares do Nordeste e faremos todo o transporte de medicamentos, equipamentos e até de pessoal”, afirmou.
Hoje, a ETP TrasnLog emprega mais de 400 funcionários diretos. Além de caminhões, a companhia conta com vans, carros e motos para distribuição de cargas fracionadas. “Fa zemos parceria com rede de farmácias para a entrega de medicamentos, além de apostarmos bastante também no e- commerce , que deve crescer na casa de dois dígitos este a n o”, finalizou Freitas.
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