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[abr/2011]
`Saudável e descolado`, a nova cara do fast-food

15/04/2011 - Valor Econômico
 
No lugar dos duros bancos de plástico, sofás aconchegantes. As lâmpadas incandescentes cedem espaço para uma iluminação mais intimista. E a sensação de comer com urgência, provocada pelo conjunto "cores berrantes, mesas desconfortáveis e atendimento impessoal", é esquecida pela facilidade de conectar o notebook à internet, em um ambiente de Wi-Fi gratuito, sem limite de tempo.

As lanchonetes McDonald`s na América Latina estão mudando de cara e parte do capital obtido com a oferta pública inicial de ações ontem na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) deve acelerar essa transformação.

"Vamos reformar cerca de cem lojas na América Latina neste ano, para adaptá-las ao novo layout adotado pela rede, e abrir outras cem nesse conceito", disse ao Valor o presidente-executivo e presidente do conselho de administração da Arcos Dorados, Woods Staton.

A empresa, maior franqueada mundial do McDonald`s, que opera 1.775 restaurantes em 19 países da América Latina, incluindo o Brasil, fez uma oferta de US$ 1,3 bilhão. Dos recursos que vão para o caixa da empresa, US$ 150 milhões serão empregados na expansão e na reforma de lojas, valor que deve se somar ao capital que a rede já tinha em caixa no fim de 2010 - US$ 208 milhões.

"Queremos investir mais em outros formatos, como McCafé e quiosques", disse o empresário. Hoje, a rede tem 616 lanchonetes, 730 quiosques que vendem sorvetes e 67 lojas do McCafé. O Brasil representa 53% da receita líquida da Arcos Dorados, que foi de US$ 3 bilhões no ano passado.

Mas a grande mudança ensaiada pela maior cadeia mundial de fast-food está na associação da sua marca a um estilo de vida saudável. "Algumas das novas lojas abertas neste ano adotarão o modelo Ronald Gym Club", diz Staton. Esse novo conceito, representado até agora no Brasil por apenas uma loja, em Sorocaba (SP), oferece um misto de "academia", jogos eletrônicos e lanchonete. Entre as atrações, estão minibasquete, parede para escalada e bicicletas ergométricas ligadas a um monitor de LCD que apresenta jogos interativos.

Staton não revelou quantas dessas unidades fazem parte da leva de cem novas lojas, mas afirma ser essa a tendência mundial seguida pelo McDonald`s. "Apostamos na preocupação cada vez maior com a saúde, o lazer e com a comodidade, por isso também vamos abrir mais unidades `drive-thru`", diz.

O empenho da rede em se afastar de conceitos como gordura, colesterol e obesidade não é de agora. Desde 2005, o McDonald`s oferece saladas e frutas nas lanchonetes. Mais recentemente, incluiu a água de coco. A investida não convenceu a maior parte dos consumidores, reconhece Staton. "Frutas e saladas devem representar um dígito das vendas totais", diz ele, sem precisar quanto.

O empresário garante, no entanto, que a rede tem feito a sua lição de casa na oferta de produtos menos nocivos. "Reduzimos a quantidade de sódio dos nuggets, eliminamos a gordura trans e procuramos diminuir a quantidade de açúcar", diz Staton.

Na opinião do consultor Enzo Donna, da ECD Food Service, será preciso mais do que uma mudança no cardápio e novas lojas para o McDonald`s enfrentar a concorrência no Brasil. "Eles estão fazendo a lição de casa, mas é fundamental testar novos formatos de lojas, como fazem o Habib`s e o Bob`s, seu grande rival no país, para atender públicos que têm expectativas diferentes", diz.

O Burger King, adquirido no ano passado pelo 3G Capital - comandado pelo trio de empresários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, sócios da Ambev -, ainda está longe de oferecer uma ameaça para a liderança do McDonald`s. "Mas é claro que eles estão na fase de imersão no mercado e devem vir com propostas agressivas de conquistas de share", diz Donna.

O mercado de alimentação fora do lar movimenta R$ 181 milhões ao ano e serve 62 milhões de pessoas por dia. Desse total, segundo a ECD, três milhões de consumidores visitam redes de fast-food, o equivalente a 5%. "Mas enquanto o setor de alimentação fora do lar cresceu 16% no ano passado, as franquias saltaram 40%, o que demonstra o rápido avanço das redes de fast-food, que apresentam um tíquete médio maior", afirma.

O maior desafio deste negócio, no entanto, segundo o consultor, ainda é a qualidade do atendimento. "O consumidor está mais interessado em voltar por ter sido bem atendido do que por ter pago preço menor." 
Link: http://www.valoronline.com.br/impresso/investimentos/119/413575/saudavel-e-descolado-a-nova-cara-do-fast-food 
 
 

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