Farmacêuticas da Europa exigem contrapartida para novos antibióticos

A ONU estima que, até 2050, em torno de dez milhões de pessoas serão vítimas de uma infecção resistente aos medicamentos atuais

As farmacêuticas da Europa estão exigindo contrapartidas para pesquisar e desenvolver novos antibióticos, em meio a crescentes casos de resistência a esse gênero de medicamentos.

Para bancar o desenvolvimento desses medicamentos inovadores, o setor pleiteia a extensão de patentes em áreas consideradas mais rentáveis, como a de antidepressivos.

Para as entidades de defesa do consumidor, a condição estabelecida pelas farmacêuticas da Europa para o desenvolvimento de novos antibióticos prejudicaria o tratamento de outras doenças. “Não existirá um produto mais barato, um produto genérico ou um produto biossimilar. Logo, os consumidores terão menos escolha e mais custo”, opina a diretora-geral do Secretariado Europeu das Uniões de Consumidores, Monique Goyens.

Questionada pela reportagem do Portal Euronews, a Comissão Europeia disse que existem “várias opções na mesa” e que esse mecanismo está sendo discutido.

Resistência a antibióticos pode causar catástrofe

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, até 2050, em torno de dez milhões de pessoas serão vítimas de uma infecção resistente aos medicamentos atuais, ou seja, que necessitaria de novos antibióticos para seu tratamento.

Se o futuro pode parecer assustador, os dados atuais também não são animadores. “Essa resistência já causa 400 mil mortes por ano na União Europeia”, comenta a diretora-geral da Federação Europeia das Associações e Indústria Farmacêuticas, Nathalie Moll.

Fonte: https://panoramafarmaceutico.com.br/farmaceuticas-da-europa-antibioticos/

Compartilhe: