Tendências farmacêuticas para o futuro no Conexão Farma 2023

Colocar em foco as emoções e os sentimentos do shopper e a sensação de segurança que todos os canais de vendas precisam transmitir foi tema central dos conteúdos ontem (16/03)

Aconteceram diversos workshops no último dia do Conexão Farma 2023, para os varejistas se atualizarem com as tendências farmacêuticas. Colocando em foco as emoções e sentimentos do shopper e a sensação de segurança que todos os canais de vendas precisam transmitir, Ricardo Pastore, professor especialista em omnichannel, tratou sobre a omnicanalidade na farmácia do futuro. “Os recursos vão chegar e o papel do gestor é acelerar o processo de modernização para vender mais. O varejo do futuro precisa provocar uma experiência positiva, atingir o estado de flow, as tecnologias não podem travar ou não funcionar”, alertou.

Para melhorar a facilidade com que os usuários fazem as compras, o professor ressalta alguns pontos que devem ser lembrados. “A experiência de compra se divide em quatro momentos chaves, que estão nesta respectiva ordem, a pesquisa, concepção, o contato efetivo com a loja e a avaliação final”.

Com o questionamento se os varejistas estavam realmente preparados, Gustavo Cruz, gerente de ofertas da Linx, tratou sobre os processos do marketing. “Estou me colocando à disposição do cliente ou esperando ele vir aqui? Meu catálogo digital apresenta todas as informações de compra para o consumidor? A loja física é um local de experiência de cliente, mas hoje, a realidade é o multicanal, apps, delivery, livestream, e-commerce, redes sociais e troca de mensagens, todos trabalham de formas independentes, mas ao final, precisam ter uma experiência fluida e unificar experiências”, ressaltou lembrando que mais importante que o cliente que chega, é aquele que volta.

Tempos atrás, as pessoas tinham medo e insegurança de realizar compras on-line, mas hoje, essas sensações foram transformadas em buscas pelo conhecimento, muito mais do que só avaliar os preços, os clientes fazem uma comparação mais profunda entre os produtos, por isso, Alessandra Lima, sócia diretoria da Mind Shopper; e Andrea Prata, sênior design researcher, trouxeram maneiras de desenvolver o shopper on-line em uma jornada fluida. “O brasileiro está on-line para conexões e também para a saúde, a era digital pode aumentar sua lucratividade e auxiliar na manutenção de um relacionamento duradouro, tudo está a um clique”, afirmaram.
Não podemos esquecer que agora as avaliações dos serviços e atendimentos podem ser feitas facilmente nas redes e é necessário prezar pela credibilidade. “Considerem ter um chat ativo para facilitar a interação ou dúvida, assim como é feito na loja física. No digital também é possível ter um mix de estoque maior e mais positivo, fazendo parcerias com fornecedores”.

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